14 de setembro de 2012

Um grande final


Há milhares de famílias que precisam de ajuda, umas que já a têm e outras que não a têm. Esta história é sobre uma família, que sempre precisou de ajuda e nunca a teve.

            Dona Maria já está habituada a não ter riquezas, e dá graças a Deus por todos os dias em que consegue comer, pois toda a comida que consegue arranjar é para os seus 3 filhos: João, André e Carolina. Maria não quer ter riquezas, embora sempre quis ter dinheiro suficiente para ela e o marido conseguirem comer. Esta família vive numa pequena barraca, num lugar calmo sujo e sossegado. Maria acorda bem cedo para ir colher as batatas da sua pequena horta, que começou quando uma senhora muito simpática os encontrou e lhes ofereceu umas pequenas sementes.

            Numa manhã solarenga, Dona Maria levanta-se como de costume e em pezinhos de lã para não acordar ninguém, vais colher as suas batatas, quando se apercebe de que não há batatas, vai ver se há mais alguns legumes e mesmo aqueles que já estavam a crescer tinham desaparecido. Levantou-se daquela terra suja, e em pânico acordou o marido. O senhor José levanta-se ainda meio sonolento, e dirige-se para a horta. Quando vê o que se estava a passar, até deixou de estar sonolento, e entrou em pânico tal como a mulher, agora não tinham comida, nem sequer para os próprios filhos que eram a sua prioridade. A pobre senhora vê-se numa situação em que tem de fazer o que nunca quis fazer: pedir esmola.

            Acordou os filhos alertou-os do que estava a acontecer. Pôs uma mala toda rota às costas em foi pela cidade à procura de dinheiro. Andou, andou, andou e andou, mas o máximo que conseguiu foram 5 cêntimos. Agora a rotina da pobre senhora tinha mudado, todos os dias ia ver se tinham crescido alguns legumes, mas nunca teve sorte, depois passava o dia a pedir esmola, e em cada cinco dias conseguia comprar 1 pãozinho.

            Até um dia em que chovia torrencialmente e não havia ninguém a andar pelas ruas da cidade. Dona Maria andava pela cidade que mais parecia um deserto, até que um senhor que estava atrasado para o trabalho, a viu e perguntou quem era aquela pobre senhora, ela pediu-lhe ajuda e que lhe desse um cêntimo zinho, o senhor pegou na mão dela e disse-lhe que não lhe ia dar um cêntimo, mas sim uma casa e comida, que era o que sempre a pobre senhora desejara.

Agora Maria conseguiu um emprego e José também, Carolina está num colégio, João está na escola primaria e André está no liceu. 

 

A frase de Maria é:

Há males que vêm por bem.

O início - finalmente :)

Este prentendia ser um espaço de partilha de ideias, de mãe e filha, neste mundo dos blogues. Acontece que por um motivo ou outro, acabámos por criar o espaço e nada mais.
Hoje a Inês escreveu um texto que (finalmente!) não resisto a publicar - sem edição da minha parte, segue, no post seguinte, como ela o escreveu.